
É de praxe todos os dias eu
dar uma passeada pelo meu feed de notícias no facebook, e venho prestando
atenção na quantidade de besteiras que rola por lá, com a orkutização era
esperado que isso acontecesse. As pessoas tem preguiça de falar o que pensam ou
não pensam, portanto, não tem o que falar e acabam resumindo suas postagens a
compartilhamentos e mais compartilhamentos. Tudo bem, sei que há pessoas que
são “casos perdidos” nem há o que esperar delas. O grande problema são
aquelas que parecem inteligentes, estudam, trabalham, tem miolos, mas não usam,
daí vem o título dessa postagem, que não tem fundo religioso, nem doutrinário
de coisa alguma. É apenas uma reflexão de como as pessoas se deixam influenciar
por determinadas ideologias e fecham os olhos para o que se passa ao redor. Em
se tratando de religião sou simpatizante de praticamente todas, na medida em
que pregam o bem, mas não entendo quem seja praticante de uma e use redes sociais para pregar para o mundo, fazendo isso e somente isso em todas as
postagens (me pergunto, será que só sabe falar disso?), da mesma forma acontece
com os gostos musicais, gosto é inquestionável, embora, muitas vezes
lamentável. Mas também questiono, como pode alguém ouvir o mesmo estilo a vida
toda e de boca cheia, sem nenhuma referencia, dizer que é bom? No outro lado da
moeda estão os que se acham cultos e apedrejam qualquer forma de manifestação
popular, as festas, as músicas, as crenças populares e jogam tudo isso no
calabouço da ignorância, por isso devemos procurar separar o joio do trigo para
sabermos flutuar/mergulhar entre os diferentes espaços e extrair disso crescimento. A
flexibilidade é coisa linda, rs!
Por isso, eu Olívia, sou
feliz por querer crescer a cada dia! E foi assim que Hilda me descreveu:
“A pessoa mais descolada que
conheço sabe ser original sem cair em nenhum rótulo ridículo. Não precisa ser
da “cultura” nem popular, dança em cima de uma mesa ao som de Amy Winehouse e
diz que nunca se divertiu tanto como numa festa de Zezo, o príncipe dos teclados. Ela
é uma diva burlesca e uma burguesinha do sertão. Ela é Dita e Marinês. É periferia
e é MUNDO!”