Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

sábado, 5 de maio de 2012

Pruquê 
Pompilho Diniz 

Pruquê tu chora, pruquê? 
Pruquê teu peito saluça 
e o coração se adibruça 
nos abismo do sofrê? 
Tu pode me arrespondê? 
Pruque tua arma suzinha 
pelas estrada caminha 
sem aligria mais tê? 
Pruque teus óio num vê 
e o coração não escuita 
no sacrificio da luita 
este cunvite a vivê? 
Eu te prugunto, pruquê? 
pruquê teus pé já sangrando 
cuntinua caminhando 
pela estrada do sofrê? 
Pruquê tua boca só fala 
das coisa triste da vida 
que muita veiz esquecida 
dentro do peito se cala? 
quando o amô prefume exala 
pruquê tu mata a simente 
dessa aligria inucente 
que no seu sonho se embala? 
Pruquê que teu coração 
é cumo um baú trancado 
e dento dele guardado 
só desespero e afrição 
Pruquê num faiz meu irmão 
uma limpeza la dentro 
varrendo cô pensamento 
os ispim da mardição? 
Pruquê tu véve agarrado 
nas asa desse caixão 
que carrega a assombração 
desse difunto, o passado? 
Se tu já véve cansado, 
interra todo o trumento 
na cova do isquicimento 
pra nunca mais sê lembrado 
Despois disso, vem mais eu... 
vem uví pelas estrada 
o canto da passarada 
que em seu peito imudeceu. 
escuita a vóz das cascata, 
chêra o prefume das mata, 
óia os campo, tudo é teu... 
Aprende côs passarim 
que só tem vóz pra canta 
com o sor que nasce cedim 
e vem teu frio esquentá 
Oia as estrela...o luá... 
mas antes de tú querê 
isso tudo arrecebê, 
Aprende primeiro a dá. 


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