Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

terça-feira, 22 de maio de 2012



Ela sentiu vontade de chorar. Não era tristeza, saudade ou dor, foi culpa da água parada, do por do sol, dos barcos ancorados esperando as estrelas. Lembrou-se de que não estava só, a cada dia, desde o seu (re) encontro com ele, sabia que era pra sempre. Gostaria de dizer que foi a correria do dia-a-dia, os muitos livros que tinha de ler ou o tempo que os afastou. Não, foi sua teimosia, sua relutância em acreditar no óbvio, o amor que ele sentia. Agora era hora de admitir, era amada e sempre pode contar com seu amor, apesar de aborrecê-lo tanto. Sempre que fechava os olhos podia sentir aquele abraço de quando se viram depois de tanto tempo, o lugar era bonito, florido e havia um banco, caminharam de braços dados, ele estava tão bonito quanto antes, fumava e sorria alegremente, acho que só queria ganhar mais uma bronca dela, que não gostava do seu vício, mas ela só queria admirá-lo, como sempre fez. Quando teve que ir deu-lhe um beijo demorado de despedida. A vontade de chorar passou. Madalena, enfim, se sentia perdoada.

Olívia Meminger

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