Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Idiota espera


Ainda espero por alguém que não vai voltar.
Na verdade por alguém que nunca veio.
Ah... como tenho raiva de mim nesse momento! Tamanha idiotice é inerente à alma feminina? Não vejo meus caros amigos homens esperando por alguém, simplesmente eles vão à caça, não esperam por nada, por ninguém, afinal, ela nunca virá mesmo. Já comigo e com minhas companheiras sempre vejo ocorrer tal situação.
Por mais que eu tente, não consigo não esperar, é nessa hora que entendo quando a sociedade nos prega que devemos ser 'Amélias' e ficar sempre a esperar por algo, por alguém, por migalhas. Talvez seja por tal atitude que há essa imposição social, mas será mesmo que deve ser assim?
Não quero que seja assim. Então... como outras tantas vezes, revolucionemo-nos!
Darei início agora à revolução de hoje em minha existência feminina. Não consigo não esperar. Então... Esperarei indisponível, ao menos assim algo vai mudar, se não tudo, algo muda, ao menos se ele vier... Oh... droga, como queria que ele viesse!... Se ele vier, não me encontrará, terá que voltar outro dia, outra hora, tentar novamente! Pintarei meus olhos, minha boca, colorirei minha roupa, e brindarei a noite linda que está iluminada lá fora, não esquecendo de deixar o celular trancado em casa juntamente com todo esse esperar idiota! Até breve! E que venha a noite e a indisponibilidade!

Lua Litpos 


E quando esse sentir tem trilha sonora...

Bastidores - Chico Buarque 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.
E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. 
Mateus 25:14-15




O que se faz quando não tem talento?

 A todas as pessoas é ofertada certa dose de talentos para que seja usada em benefício próprio e dos demais. Assim caminha a humanidade, desde que mundo é mundo. Quem sabe plantar, planta, quem sabe caçar, caça, outros cozinham, há quem construa ‘coisas’, muitos apenas determinam o que cada um deve fazer, esses têm talentos diversos ou conseguem essa condição usando a esperteza, não deixa de ser um talento. Obviamente, nem todos podem se dá ao luxo de fazer apenas o que gosta, mas os talentos são sempre multiplicados da maneira que se pode.
Lembro-me que, quando criança, suava frio cada vez que atiravam a questão: O que vai ser quando crescer? Revirava minha mente e nada. Nenhuma profissão clichê como artista de TV ou algo mais dignificante (como diriam meus pais) como médica, advogada ou professora. Nada. Achava tudo bonito, mas nunca me vi fazendo aquilo pra vida toda, o tempo passava e sempre indo bem na escola, todos vislumbravam um futuro promissor, menos eu. Mentira! Sonhar eu sonhava, e no meu fantástico mundo seria independente, estável financeiramente, como se costuma dizer: ‘jovem, rica e feliz’, só nunca cogitei como chegaria ao meu sonhado status quo.
Às vezes me pego pensando, o que teria acontecido quando tive que embarcar? Esqueci de passar pela fila de entrega? Será que quando fui incumbida da missão de ser Olívia me foi negado, brutalmente, esse kit de sobrevivência? Ou, simplesmente, achei a mochila muito pesada e, esvaziando deixei pra trás os talentos que me foi confiado? Seja como for, hoje, avistando (ao longe) os 30 anos percebo que, ao esvaziar, tudo que me restou na mochila foi sonho e preguiça. É, confesso aqui meu pecado e, espero sinceramente ser perdoada por quem algum dia vislumbrou um futuro brilhante pra mim.
Calma, isso não é uma carta suicida, mesmo sem talento ainda vejo muita graça em estar por aqui, entre vocês. É uma alto-bofetada (não achei expressão melhor). Talvez exista mais gente como eu, louca o suficiente pra sair correndo e esquecer as coisas mais importantes e trazer só um punhado bem grande de defeito. Não! Não precisa me jogar confete ou tentar colocar panos quentes, dizendo que sou inteligente ou coisa parecida. O pior é que eu sei que sou. Lá no fundo por um momento me vejo ainda embarcando no meu fantástico mundo e sonhando em ser daqui a 10 anos o que deveria ser a muito tempo. Chego ao fim desse texto confuso, com a certeza angustiante de que o que mais falta na minha ‘farmacinha’, além de talento é o seu genérico: a determinação.