Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo - O Teatro Mágico

http://www.youtube.com/watch?v=hTza9cTO-zU

Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

(Hilda)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desculpa aí, Medusa!


Ao abrir o Feed de Notícias do FB, me deparo com as inúmeras demonstrações de espanto/revolta/zombaria com a última idiotice apelativa do Pânico na Band. Em rede nacional, a sei lá o quê ,que chamam de Babi raspa o cabelo. Parece realmente um ato de selvageria obrigar a pessoa a cortar o cabelo...As reações parecem ser de uma dor tremenda! Deveria doer mesmo é no nosso cérebro em perder tempo e dando picos de audiência e lucro, muuuuito lucro pra ver tal besteira.
Por quê tanto sensacionalismo nisso? Cortar o cabelo não é como perder um braço! Mas é preciso admitir: os homens da caverna preferem cabelão!  Pra quê eu não sei, mas ainda cultivo o estereótipo dos desenhos animados.Uga, uga!  Cuidado, cabeludas lá vem o tacape!
Pra salvação das cabelinhas, um tipo especial de homem repara e admira em quem consegue ousar e não se esconder atrás da moita.  Mas independente do que eles acham, porque qualquer aspecto físico não deve ser pra ninguém além de nós mesmas,  mostrar o rosto em sua plenitude é um ato de aceitação e autoestima incrível. A gente se mostra e se aceita como é. Não generalizando, mas tem tanta gente feia se escondendo atrás de um cabelo “bonito”. É só isso: cabelo. Por que eu não consigo enxergar outro atrativo. Orelhas de abano, testa saliente, rosto achatado... Se livram com a força do cabelo!
A imagem distorcida de que cabelo curto é coisa de velho, de homem ou sapata só encobre o medo que eles têm de quem têm atitude e não é submissa aos padrões de uma sociedade machista. Quem duvida da beleza ultrafeminina de Audrey Tautou, Carey Mulligan, Xuxa, Ginnifer Goodwin, Audrey Hepburn, Rihanna, ... Se cabelo é a moldura do rosto, um corte bem elaborado é a Ferrari das molduras. Longo, só por longo...que graça tem? E falo isso porque tenho amigas com longos incríveis! E aquele temíveis coques? Parece que a pessoa não teve tempo nem de pentear o cabelo.
Certo que já pensei em satisfazer a vontade masculina, mas por pouco tempo. Quando a vontade apertava lá vinha eu com meu curtíssimo. Sempre fui manipulada em muitas coisas, mas sempre tive o poder sobre meu cabelo. Quer me fazer sentir ânsia de vômito? Diga que adora meu cabelo e cortaria se...sempre tem um SE, se o marido deixasse. Ou aquele: “Só dois dedinhos...” Já cheguei a ouvir casos de gente que a figura masculina ficou 3 meses intrigado porque a pessoa cortou o cabelo!
Voltando ao caso da Panicat, acho que ela ficou muito mais bonita.  É inevitável agora não olhar pros detalhes do seu rosto. Sim, ela tem um rosto! (para os que olhavam apenas para os seios e a bunda). Mas no caso do Pânico não é preciso ter um rosto nem tão pouco aquele mecanismo um pouco mais acima...
Isso não é uma campanha pró-curtos, mas cortar o cabelo não é nenhuma tortura medieval. Não somos medidos pelo comprimento do cabelo.  Como diz um dos melhores gurus do YT: “Seja como quiser, mas seja original!”


Hilda (claro, né? )

domingo, 22 de abril de 2012

Ai


                                                  Deu meu coração de ficar dolorido
                                                   Arrasado num profundo pranto
                                               Deu meu coração de falar esperanto
                                                Na esperança de ser compreendido

Por muito tempo me senti forte e segura, era praticamente uma rocha nas minhas decisões, gostava de quem deveria gostar, fazia o que deveria ser feito, e por todo esse tempo sofri por carregar um fardo tão pesado. Carregar a vida nas mãos não é fácil. Invejava as pessoas que se apaixonavam com facilidade, sonhava em viver de forma mais leve, mas havia correntes em mim, que nem sei quem as colocou, apenas desconfio. Não sei quando aconteceu, mas em algum segundo em que é possível mudar toda uma vida eu joguei tudo pra cima. E voei. Feche os olhos e se imagine em queda livre, foi como me senti durante um bom tempo. O problema é que quanto mais o chão se aproxima, mais eu vejo o perigo de minha decisão.  Hoje me sinto levada por algo que não consigo identificar, muito menos dominar. Perdi o controle sobre mim e isso pesa tanto quanto carregar o mundo nas costas. Não quero correntes nos pés, mas um paraquedas seria muito útil. Equilíbrio, onde vende?

Olívia Meminger

E gentileza gera... mal entendidos


Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais delicadas e íntegras ações.” (Leonardo Boff)

Há boatos de que a gentileza abre as portas do mundo e que só é benéfica pra quem a pratica. Será mesmo? As nossas regras de convivência apelam para estes atos. Mas se queres ser gentil, prepara-te para uma série de equívocos (até pra gente mesma, pra ser bem sincera...)
Criamos tantos muros  ao nosso redor e vivemos capitalizando o que ganharemos em troca...que vá experimentar ser gentil (despretensiosamente) com alguém...Ou você é louco ou alguma vantagem quer...
Ultimamente tenho tentado praticar mais este dom, mas se eu fosse contabilizar as furadas que já me meti por querer simplesmente ser gentil... Nem eu escapo dessa doce ilusão.
Dar um conselho, ser um bom ouvinte, puxar assunto... Ê lelê...Como se sofre no mundo dos broncos!

Eu sou o caos



O que cabe em um giro do planeta em torno do Sol? Luz e sombra...todo dia. Repetição infindável. O que mudou? Ainda estamos nessa viagem... Mudança ou revelação? Será erro, Olívia? Experimentar pressupõe também não gostar de todos os sabores. E eu quero todos.
Pra saber o que sou. Pra saber o que encaixa. Pra encher o oco ou esvaziar todo esse conteúdo desnecessário, acumulado em anos inertes.
Acho que de tempos em tempos nosso senso se desliga e a gente segue no automático e nem sabe o porquê...Tá bom? Não. E porque não muda? Sei que não existe nada mais clichê do que apelos de mudanças, nem é fácil, ou nem é perceptível a necessidade disso.  Mas pra quem conseguiu, nada mais louco, nada mais orgástico e difícil (claro que é) assumir essa mudança.
E não estar pronto, em plena mutação é que é o bicho! Um caos! O que eu quero mesmo, Olívia? Me explica! Nessa viagem, a piloto e copiloto estão vendadas e se enxergam tão profundamente... Já tem tanto penduricalho neste painel... Qual será nosso próximo souvenir para o retrovisor? Vá abrindo a porta, Olívia... Tô passando aí pra te pegar.

Hilda

quinta-feira, 19 de abril de 2012



Não me denuncie...

Quantas vezes paramos pra pensar se o que estamos fazendo é certo ou errado? Se ferirmos nossa moral praticando algo que vai a desencontro com uma postura idealizada por muitos, refabricadas em nossas mentes ou remetidas a nossa personalidade forjada devida a convivência mais próxima. Assumir uma identidade própria, individual, intima não é negar as raízes, é criar uma alternativa a elas. Estas surgem diante uma necessidade impulsionada por circunstancias de vida, por mais que sejamos o espelho de nossos pais, isso nem sempre, porquê o que absorvemos deles é o que acreditamos inconscientemente que seja o essencial, bonito até, poderá ser uma boa educação ou a arrogância e estupidez. Poderá ser o bom convívio social,  a cordialidade ou a falsidade, porque não? No final recriamos atitudes, desejos absorvem asas, aspirações carregadas de ousadias que esbarram ainda na porra da ‘fôrma’.
Paralelamente a esse processo de convivência trocamos experiências com a sociedade de modo geral, que com sua ‘fôrma’ tentara nos moldar. Com uma boa dose de massa, bem mexidos com tanta meleca, nos jogam ainda o fermento, por demais às vezes, o resultado,  acabamos saindo da ‘fôrma’. E o nosso excesso, assim como o bolo fora da vasilha pode ser percebido pelos gulosos como uma boa oportunidade para saciar a sua fome, aproveitadores, imbecis, são vocês com os falsos moralismos, cobranças idiotas, religiosidade forjada, nos enche com tanta hipocrisia (fermento) para depois nos comer dos pés a cabeça. Mas há ainda os que se enganam, não imaginam o bem que nos fazem, sabemos do processo de fabricação do bolo, depois de aquecidos pelo calor da vida, quase que como prescritos na receita construímos sabiamente nossa soberania diante da fôrma, detalhe meus queridos, isso não é privilégios de muitos, alguns são comidos com uma boa dose de recheio,  tostadinhos ou atrofiados , não conseguem nem perceber a tal da ‘fôrma’. No entanto, quando não nos permitimos ser comidos pelo sistema, somos jogados a margem, desprezados, sofridos com toda sobrecarga de preconceitos descabidos que a humanidade com defeito de fermentação na cabeça pode ter.
Não me denuncie, por favor, eu rasguei a receita deles, fiz a minha própria, me faço dentro da minha ‘forma’, mesmo comido pelos devoradores, me refiz, recriei. E o resultado parece assustador, mas estou pronto para devorar a vida.

Peter Insan


Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos) 



Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso, e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de frentes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angustia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro “Fernando Pessoa – Obra Poética”, Cia, José Aguilar Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 418.




quarta-feira, 18 de abril de 2012


Por que esse espaço não é só filosofia de vida, NÃO! Não é só crítica social, NÃO! É vida real também. E o que de melhor fazemos e falamos na vida? SEXO!

Não adianta negar, esse é um tema que ronda, acredito que diariamente, os nossos pensamentos, quando digo isso não uso pesquisas para fundamentar minha opinião, uso-me como exemplo e os meus amigos, homens e mulheres, que tem outros amigos e todos admitimos que falamos e/ou pensamos em sexo com uma certa frequência (ou muita frequência). Na faculdade um ombro largo bem a sua frente numa aula entediante é o que basta para darmos asas a nossa imaginação e nela podemos tudo até traçar o plano de execução. E quando rola aquele papo com os amigos sobre sexo, altas descobertas, uma troca altamente construtiva sobre lugares, posições, cheiros, orgasmos, fantasias, sexo, sexo, sexo...quando mulheres se juntam pra falar sobre a “nobre arte” é muito divertido, mas a presença masculina é muito bem vinda, são momentos em que podemos extrair informações importantíssimas dos nossos adoráveis opostos (ou dos iguais, né!). Não é preciso dizer que essa é mais uma conquista feminina. Fazer, gostar e falar de sexo são tabus que ainda estamos quebrando a duras penas. Mas não quero entrar aqui num discurso feminista, que é chato e não vai mudar quem é retrógado, “quadrado” pra ser mais clara e acha que mulher que gosta e fala de sexo é menos pura que aquela que o pariu. Porque, como todos sabem, somos concebidos por cutucadas no face, então mulheres que assumem seus desejos não são dignas de respeito. Mas a coisa está mudando, já podemos trocar informações e gargalhadas a respeito desse que é um tema tão gostoso, inclusive de conversar. Então, galera vamos compartilhar experiências, a internet é um mundo de informações, mas nada mais terapêutico como um papo com a sua turma. Experimentem o sexo “oral”, muito bom!
P.S.: E se falar te deixa com vontade de praticar, os amigos estão aí pra isso. Risos!

Olívia Meminger

terça-feira, 17 de abril de 2012

Não me peça para ser coerente!

                     
                        
Foi o que ouvi de mais proveitoso hoje. Essa frase me fez pensar que, a mim, também não adianta pedir. Alguém que se diz coerente é hipócrita ou louco, não um maluco beleza, mas um louco de ideias fixas, que não se permite mudar. A mudança é a constância mais benéfica da vida, tudo muda a todo o momento, então por que nossas ideias deveriam permanecer imutáveis? Muitos pensam que mudar de ideia é ser fraco e influenciável, pois desse ponto de vista, sou as duas coisas, pois nada me dá maior prazer e sensação de rejuvenescimento que conhecer pessoas, lugares, estilos, culturas novas e me deixar inundar pelo que trazem de mudança. Minha criação, a religião em que fui criada me moldaram, hoje outros ambientes e pensamentos moldam minha forma de enxergar o mundo, mas não serão os mesmos amanhã. Mas é assim com todo mundo, não? Não! Conheço inúmeras pessoas que não se deixam penetrar (no bom sentido, ops! não tem mal sentido pra isso) pelo novo, carregam aquela casca velha e enferrujada a vida toda, mudam de emprego, de faculdade, de cidade e nada. Os preconceitos são os mesmos, o mundinho não se expande, esses sim são fracos e desses quero distância.

Olívia Meminger







Santa Intolerância...
Não duvido da masculinidade de ninguém, mas também não duvido da homossexualidade. Algumas pessoas a “defendem” como uma escolha. Aliás, defender não seria bem a palavra certa.  Algumas pessoas, simplesmente julgam a homossexualidade como uma simples escolha, e mais ainda apedrejam aqueles que tiveram essa “escolha”. E apedrejar aqui não é só um modo de falar, é um dado concreto. Os que não apedrejam, pelo menos sentem vontade. Talvez eu esteja sendo generalista ou radical demais. Mas até algum tempo atrás, eu até tinha minhas dúvidas se realmente existia a homofobia, palavra que está tão na moda hoje em dia. Mas não, ela não é só uma palavra, ela acontece de fato. E só vim perceber a pouco, o que me indignou. Então resolvi escrever, mesmo sabendo que não vou mudar o pensamento de ninguém com relação a isso, não tenho essa pretensão. Entendo e respeito a opinião de todos, mas o que quero de fato é, talvez colocar uma pulga atrás da orelha de quem precisa. Para tanto, trago alguns questionamentos. Será que realmente se trata de uma escolha? Será que uma pessoa em sã consciência escolheria ser julgado, maltratado, e discriminado? Será que um cidadão que paga suas contas em dia, que não deve nada a justiça, que tem uma profissão, que batalha dia-a-dia, não tem o direito de escolher com quem quer viver o resto da vida? Será que é justo sentir desejo, vontade, amor por uma pessoa do mesmo sexo e não poder se expressar, não poder revelar? Será que a religião sempre tem/teve razão? Bom, devo tentar responder essas perguntas, não sei se conseguirei, mas vamos lá... Primeiro, acredito que há uma escolha aqui sim. A escolha de admitir a si mesmo, de se aceitar, e ter coragem pra enfrentar o mundo, pôr a cara pra bater. Aí sim, acho que tem que ser muito “macho” e macho não no sentido hétero da coisa. Ser cabra macho para mim é um privilégio de alguns. E neste sentido, entendo que se trata de uma luta ardorosa, penosa demais. É complicado fazer com que o mundo todo o aceite. Aceite, que você tem a oportunidade de ser feliz e deve ir em busca disso. E que nessa busca, não necessariamente precisamos seguir o mesmo caminho, cada um tem o seu. É necessário que seja assim, se não, imagina que complicação doida seria todo mundo querendo seguir ao mesmo tempo, passando por cima um do outro. Não o mundo, a sociedade, não está preparada para entender que somos TODOS diferentes. Nascemos de barrigas diferentes, o sangue que percorre em nossas veias não é o mesmo, nem todos nascemos na mesma maternidade, nem todos nasceram em uma maternidade, nem todo mundo teve/tem direito ao plano de saúde, ou a saúde pública, nem todos tiveram a oportunidade de conhecer os pais, ou o pai, nem mesmo tiveram direito a uma família, nem toda família é a mesma, nem todos tiveram oportunidade de viver em um lar, nem toda casa é um lar, nem todos tiveram direito a educação, para alguns a rua é a escola, casa, lar. Porque temos então que aceitar que nós não podemos ter desejos diferentes, sentimentos diferentes, comportamentos diferentes? Porque temos que aceitar o que nos impõem? Porque incomoda tanto aos outros, o que só diz respeito a nós mesmos?
Fico por aqui...
Por: Joana Flor

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Saia do Armário



Essa expressão é muito usada quando se trata de propor que alguém assuma sua sexualidade, entretanto, o que vejo é que cabem muito mais coisas no armário que uma simples orientação sexual. Cabe uma personalidade extravagante, cabe uma religiosidade pouco ortodoxa, cabem inúmeras formas de ver o mundo, que não condizem com a forma que a maioria dos mortais vê. Mais gente do que conseguimos supor se guardam dentro de armários, a sete chaves. Por quê? Medo? Para que serve o medo, se também vão ser apontados como bobos e covardes? Ninguém escapa do julgo alheio, meu bem. Então, melhor que seja apontado como um maluco corajoso, portanto, use a roupa da criatividade, desfile por aí como uma criança, que usa sapatos de adulto e é feliz, pinte-se, imprima-se, e principalmente, distribua-se por aí...é tão simples, apenas saia do armário, porque no meu eu não caibo mais.
Por: Olívia