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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A menina que encontrou seu mundo



Era tímida, mas cheia de grandes desejos. Sua curiosidade era como um estilingue que sempre a lançava para longe, e sempre foi mais forte que ela. Encantava-se a cada história, cada rosto novo que conhecia, e ficava se imaginando vivendo em todos esses mundos. Porque acreditava que cada pessoa, fizesse parte de um mundo, sendo cada uma responsável por ele e dono absoluto, portanto, não seria possível outra pessoa que não ele mesmo, habitar e transformar. Sentia que seu mundo era o menos interessante de todos, não havia grandes acontecimentos, tinha horários programados para tudo e sabia sempre o que viria amanhã e depois de amanhã. Até que um dia, fez uma escolha dessas que a gente não imagina no que vai dar, sem ao menos pensar. E quando acordou percebeu que nada daquilo que ela havia programado, aconteceu. A princípio, tamanho foi o espanto, quis voltar atrás, quis não ter desejado mudança nenhuma, quis sua vida de volta. Mas percebeu que era tarde e que aquele agora era seu mundo. Não precisou de muito esforço para logo se acostumar com as mudanças, aliás, tudo aquilo já fazia parte dela, e só agora sua vida fazia sentido. Percebeu que todos os mundos, vez ou outra compartilhavam das mesmas histórias, e que o seu mundo era apenas mais um dentre tantos, nem mais, nem menos importante. Mas que era cheio de grandes possibilidades. Assim começou devagarzinho, a fabricar sonhos, e vendo que eles estavam crescendo, uniu-se a outras pessoas, com sonhos ainda maiores. E juntos viram que esses sonhos podiam transformar-se em realidade, um dia. Porém, tinham que continuar lutando arduamente por eles, quebrando todas as barreiras, construindo pontes, não importassem os meios. A menina, que agora se percebia mulher, sabia que cada esforço valeria à pena e prometeu a si mesma que não abriria mão de um mundo que não era mais só seu, agora muitos habitavam. E a cada dia algo se transformava, dentro dela, no seu mundo, nos outros mundos e ela também fazia parte de todos eles.
Joana Flor

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