Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

terça-feira, 17 de abril de 2012




Santa Intolerância...
Não duvido da masculinidade de ninguém, mas também não duvido da homossexualidade. Algumas pessoas a “defendem” como uma escolha. Aliás, defender não seria bem a palavra certa.  Algumas pessoas, simplesmente julgam a homossexualidade como uma simples escolha, e mais ainda apedrejam aqueles que tiveram essa “escolha”. E apedrejar aqui não é só um modo de falar, é um dado concreto. Os que não apedrejam, pelo menos sentem vontade. Talvez eu esteja sendo generalista ou radical demais. Mas até algum tempo atrás, eu até tinha minhas dúvidas se realmente existia a homofobia, palavra que está tão na moda hoje em dia. Mas não, ela não é só uma palavra, ela acontece de fato. E só vim perceber a pouco, o que me indignou. Então resolvi escrever, mesmo sabendo que não vou mudar o pensamento de ninguém com relação a isso, não tenho essa pretensão. Entendo e respeito a opinião de todos, mas o que quero de fato é, talvez colocar uma pulga atrás da orelha de quem precisa. Para tanto, trago alguns questionamentos. Será que realmente se trata de uma escolha? Será que uma pessoa em sã consciência escolheria ser julgado, maltratado, e discriminado? Será que um cidadão que paga suas contas em dia, que não deve nada a justiça, que tem uma profissão, que batalha dia-a-dia, não tem o direito de escolher com quem quer viver o resto da vida? Será que é justo sentir desejo, vontade, amor por uma pessoa do mesmo sexo e não poder se expressar, não poder revelar? Será que a religião sempre tem/teve razão? Bom, devo tentar responder essas perguntas, não sei se conseguirei, mas vamos lá... Primeiro, acredito que há uma escolha aqui sim. A escolha de admitir a si mesmo, de se aceitar, e ter coragem pra enfrentar o mundo, pôr a cara pra bater. Aí sim, acho que tem que ser muito “macho” e macho não no sentido hétero da coisa. Ser cabra macho para mim é um privilégio de alguns. E neste sentido, entendo que se trata de uma luta ardorosa, penosa demais. É complicado fazer com que o mundo todo o aceite. Aceite, que você tem a oportunidade de ser feliz e deve ir em busca disso. E que nessa busca, não necessariamente precisamos seguir o mesmo caminho, cada um tem o seu. É necessário que seja assim, se não, imagina que complicação doida seria todo mundo querendo seguir ao mesmo tempo, passando por cima um do outro. Não o mundo, a sociedade, não está preparada para entender que somos TODOS diferentes. Nascemos de barrigas diferentes, o sangue que percorre em nossas veias não é o mesmo, nem todos nascemos na mesma maternidade, nem todos nasceram em uma maternidade, nem todo mundo teve/tem direito ao plano de saúde, ou a saúde pública, nem todos tiveram a oportunidade de conhecer os pais, ou o pai, nem mesmo tiveram direito a uma família, nem toda família é a mesma, nem todos tiveram oportunidade de viver em um lar, nem toda casa é um lar, nem todos tiveram direito a educação, para alguns a rua é a escola, casa, lar. Porque temos então que aceitar que nós não podemos ter desejos diferentes, sentimentos diferentes, comportamentos diferentes? Porque temos que aceitar o que nos impõem? Porque incomoda tanto aos outros, o que só diz respeito a nós mesmos?
Fico por aqui...
Por: Joana Flor

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