Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

quinta-feira, 19 de abril de 2012



Não me denuncie...

Quantas vezes paramos pra pensar se o que estamos fazendo é certo ou errado? Se ferirmos nossa moral praticando algo que vai a desencontro com uma postura idealizada por muitos, refabricadas em nossas mentes ou remetidas a nossa personalidade forjada devida a convivência mais próxima. Assumir uma identidade própria, individual, intima não é negar as raízes, é criar uma alternativa a elas. Estas surgem diante uma necessidade impulsionada por circunstancias de vida, por mais que sejamos o espelho de nossos pais, isso nem sempre, porquê o que absorvemos deles é o que acreditamos inconscientemente que seja o essencial, bonito até, poderá ser uma boa educação ou a arrogância e estupidez. Poderá ser o bom convívio social,  a cordialidade ou a falsidade, porque não? No final recriamos atitudes, desejos absorvem asas, aspirações carregadas de ousadias que esbarram ainda na porra da ‘fôrma’.
Paralelamente a esse processo de convivência trocamos experiências com a sociedade de modo geral, que com sua ‘fôrma’ tentara nos moldar. Com uma boa dose de massa, bem mexidos com tanta meleca, nos jogam ainda o fermento, por demais às vezes, o resultado,  acabamos saindo da ‘fôrma’. E o nosso excesso, assim como o bolo fora da vasilha pode ser percebido pelos gulosos como uma boa oportunidade para saciar a sua fome, aproveitadores, imbecis, são vocês com os falsos moralismos, cobranças idiotas, religiosidade forjada, nos enche com tanta hipocrisia (fermento) para depois nos comer dos pés a cabeça. Mas há ainda os que se enganam, não imaginam o bem que nos fazem, sabemos do processo de fabricação do bolo, depois de aquecidos pelo calor da vida, quase que como prescritos na receita construímos sabiamente nossa soberania diante da fôrma, detalhe meus queridos, isso não é privilégios de muitos, alguns são comidos com uma boa dose de recheio,  tostadinhos ou atrofiados , não conseguem nem perceber a tal da ‘fôrma’. No entanto, quando não nos permitimos ser comidos pelo sistema, somos jogados a margem, desprezados, sofridos com toda sobrecarga de preconceitos descabidos que a humanidade com defeito de fermentação na cabeça pode ter.
Não me denuncie, por favor, eu rasguei a receita deles, fiz a minha própria, me faço dentro da minha ‘forma’, mesmo comido pelos devoradores, me refiz, recriei. E o resultado parece assustador, mas estou pronto para devorar a vida.

Peter Insan

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