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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desculpa aí, Medusa!


Ao abrir o Feed de Notícias do FB, me deparo com as inúmeras demonstrações de espanto/revolta/zombaria com a última idiotice apelativa do Pânico na Band. Em rede nacional, a sei lá o quê ,que chamam de Babi raspa o cabelo. Parece realmente um ato de selvageria obrigar a pessoa a cortar o cabelo...As reações parecem ser de uma dor tremenda! Deveria doer mesmo é no nosso cérebro em perder tempo e dando picos de audiência e lucro, muuuuito lucro pra ver tal besteira.
Por quê tanto sensacionalismo nisso? Cortar o cabelo não é como perder um braço! Mas é preciso admitir: os homens da caverna preferem cabelão!  Pra quê eu não sei, mas ainda cultivo o estereótipo dos desenhos animados.Uga, uga!  Cuidado, cabeludas lá vem o tacape!
Pra salvação das cabelinhas, um tipo especial de homem repara e admira em quem consegue ousar e não se esconder atrás da moita.  Mas independente do que eles acham, porque qualquer aspecto físico não deve ser pra ninguém além de nós mesmas,  mostrar o rosto em sua plenitude é um ato de aceitação e autoestima incrível. A gente se mostra e se aceita como é. Não generalizando, mas tem tanta gente feia se escondendo atrás de um cabelo “bonito”. É só isso: cabelo. Por que eu não consigo enxergar outro atrativo. Orelhas de abano, testa saliente, rosto achatado... Se livram com a força do cabelo!
A imagem distorcida de que cabelo curto é coisa de velho, de homem ou sapata só encobre o medo que eles têm de quem têm atitude e não é submissa aos padrões de uma sociedade machista. Quem duvida da beleza ultrafeminina de Audrey Tautou, Carey Mulligan, Xuxa, Ginnifer Goodwin, Audrey Hepburn, Rihanna, ... Se cabelo é a moldura do rosto, um corte bem elaborado é a Ferrari das molduras. Longo, só por longo...que graça tem? E falo isso porque tenho amigas com longos incríveis! E aquele temíveis coques? Parece que a pessoa não teve tempo nem de pentear o cabelo.
Certo que já pensei em satisfazer a vontade masculina, mas por pouco tempo. Quando a vontade apertava lá vinha eu com meu curtíssimo. Sempre fui manipulada em muitas coisas, mas sempre tive o poder sobre meu cabelo. Quer me fazer sentir ânsia de vômito? Diga que adora meu cabelo e cortaria se...sempre tem um SE, se o marido deixasse. Ou aquele: “Só dois dedinhos...” Já cheguei a ouvir casos de gente que a figura masculina ficou 3 meses intrigado porque a pessoa cortou o cabelo!
Voltando ao caso da Panicat, acho que ela ficou muito mais bonita.  É inevitável agora não olhar pros detalhes do seu rosto. Sim, ela tem um rosto! (para os que olhavam apenas para os seios e a bunda). Mas no caso do Pânico não é preciso ter um rosto nem tão pouco aquele mecanismo um pouco mais acima...
Isso não é uma campanha pró-curtos, mas cortar o cabelo não é nenhuma tortura medieval. Não somos medidos pelo comprimento do cabelo.  Como diz um dos melhores gurus do YT: “Seja como quiser, mas seja original!”


Hilda (claro, né? )

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