Uma boa dose de Foda-se com gelo e limão!
Falar palavrão não é coisa de boa
menina. Mas nunca quis ser boa menina, aliás, sempre foi um fardo pesado
demais, carregar essa cruz de boa filha, boa aluna, boa..boa...Não que eu não
seja uma pessoa do bem, mas o SER BOA, as vezes, exige uma dose tão grande de
paciência e diplomacia que toda minha vontade sempre foi dizer: FODA-SE. Para
minha mãe que me criou para ser sua cópia ou uma boneca de porcelana, sem
vontades, sem opiniões, pior, sem liberdade, fadada a dar satisfações de cada
passo. Para meu pai que é, muitas vezes, tão passivo diante das situações (mas
não, para ele eu não consigo dizer). Para os vizinhos, conhecidos e colegas que
são, insuportavelmente, curiosos e maledicentes. Se eu for seguir nessa escala
crescente vou parar sabe-se lá onde. Em Deus? Que criou essa ‘bagaça’ toda?
Melhor não, deixa o Criador em paz, que já tem perturbado demais para ouvir. Mas
no fundo, o foda-se pode ser traduzido em: liberdade. É só o que eu preciso.
Poder viver, trabalhar, pensar, ser, livremente. Será que é pedir demais?
Olívia Meminger

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