Longo e dolorido ano. Tudo volta a ser como
outrora. Voltei a me bastar.
Hoje, sai, cantei, dancei, bebi, namorei. Tudo comigo mesma.
Como ocorreu? Segredo meu! Nem meu, receita daquele lado mais solitário e feliz. Hoje, não me venhas mais com teu olhar nostálgico, tuas
músicas melancólicas, só me cabe agora ser feliz, coisa que não soubestes
fazer, talvez não quisestes. Mas isso não vem ao caso. Que me importa o mundo se tenho a mim mesma?!
Sou Lua, mas não mais sua.
Até posso ser sua, mas antes... Para sempre minha! Sua chance de ser dono de alguma coisa que seja eu já passou
e acabou. Você? Sobrou! Sabe, no fundo sabia que o dia em que me dominaria novamente
chegaria, ele demorou tanto que já estava desistindo de mim mesma. Mas... que importa? O dia chegou! Ou melhor, a Lua voltou!
Senti uma saudade imensa de mim mesma. E sabe?! Fez mais falta
até mesmo que você! Nossa como fez falta! E que venham as noites insones de amores infinitos, de
amores em mim! Voltei a ter asas, agora vou novamente voar... Se ainda o sei?
Voltei a saber!
E, ah... não espera, não vou voltar!
Lua Litpos
E para inspirar, uma música que "expulsa o verbo":

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