Quem somos?

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De Plutão. Da Terra. Do passado, presente e futuro. De onde viemos? Para onde vamos? Este não é um blog sobre filosofia, mas é filosofia, é pensamento, são inquietações, são provocações de todo tipo, são perguntas sem respostas, são respostas sem perguntas, são viagens reais e imaginárias pelo interior de seres extraterrestres naturais da Terra. Mulheres. Somos mulheres e homens também. Propomos que saia do seu mundo e adentre o nosso, mas venha de porta aberta e saia quando quiser, somos profundamente a favor do “entra e sai” de pessoas aqui e na vida. Por essa descrição o que você conclui ao nosso respeito? Que somos loucos? Ok, seja bem-vindo! Perturbe a vontade!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Viva São Valentim!


Li, li também, li mais um e mais outro post romântico e apaixonado que rolou pelas redes sociais, como também vi centenas de lamentações dos que passaram esse dia sozinhos, alguns dizem que é melhor que passar carnaval namorando, outros aguardam, confiantes em Deus, que Ele mande do céu alguém com quem será feliz para sempre. Vi pessoas recebendo flores, declarações, beijos, bem debaixo do meu nariz, algumas dessas demonstrações me pareceram apropriadas, não sou capaz de julgar qual delas foi verdadeira, nem poderia, apesar da falsidade às vezes saltar aos olhos. E eu? Não reclamei, não roguei aos céus, também não ergui minha solteirice como um troféu, apenas vivi esse dia como vivo os outros, a solidão me assusta, mas há muito tempo não me sinto só, me faço ótima companhia. Mesmo assim, tenho coração (esse órgão desnecessário, como diz Hilda, rs) e ele está sempre de porta aberta, tem pão e café fresco na mesa, quem quiser se servir, fique a vontade, mas não faça sujeira. Até hoje quase ninguém quis provar do meu café, acho que é forte demais, venho tentando adoçar, torná-lo mais fraco, quem sabe uns biscoitinhos ou umas frutas poderiam atrair visitantes. Isso, prefiro visitantes, moradores dão muito trabalho, se acham no direito de fazer reformas ou danificam o ambiente, por isso prefiro visitantes, o tempo de visita não é importante, desde que saibam o caráter temporário da coisa. Então, isso é tudo, amanhã é mais um dia e “é de sonho e de pó, o destino de um só, feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo". E se no próximo dia de São Valentim eu ainda estiver no grupo dos que apreciam carnaval, que saem em turma, que dispensam dar e receber satisfações, vou saber que só eu gosto de café amargo. Afinal, uma vida doce merece um contraponto! 
Estão servidos? ;)

Olívia Meminger



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